segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Banco do Brasil e Petrobrás privatizadas. Modelo PT de privatização

Banco do Brasil e Petrobrás privatizadas. Modelo PT de privatização.


Revista produzida pela CUT em apoio à candidatura de Dilma Rousseff já seria uma ilegalidade. Mas ainda contam com o patrocínio da Petrobrás e do BB.

Leiam o que informa Silvio Navarro, na Folha.

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BB e Petrobras custeiam revista da CUT pró-Dilma

Proibida de circular pela Justiça Eleitoral pelo conteúdo favorável à campanha de Dilma Rousseff (PT), a edição deste mês da “Revista do Brasil”, vinculada à CUT (Central Única do Trabalhador), teve anúncios pagos por Petrobras e Banco do Brasil. A estatal e o banco confirmam que são anunciantes da revista, mas se recusaram a informar o valor repassado.

Ontem, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Dias determinou a interrupção da circulação da revista, cuja tiragem é de 360 mil exemplares mensais. O responsável pela publicação, Paulo Salvador, disse, porém, que todas as revistas já foram distribuídas. O entendimento do ministro é que a publicação faz defesa aberta da candidatura de Dilma. Pela Lei Eleitoral, sindicatos não podem contribuir direta ou indiretamente com campanhas políticas.

A decisão atende a um pedido da coligação de José Serra (PSDB). O mesmo ministro do TSE aplicou multa a Serra e ao diretório tucano na Bahia em julho por propaganda antecipada em maio. Diz o TSE: “A representante noticia e traz elementos que demonstram a divulgação, por entidade sindical, ou criada por sindicatos, de mensagens de conteúdo aparentemente eleitoral, em publicações que distribuem e também em seus sítios na internet, o que, ao menos em tese, configuraria violação ao inciso da Lei Eleitoral”.

A edição barrada traz uma foto de Dilma na capa sob o título “A vez de Dilma - o país está bem perto de seguir mudando para melhor”. Há, inclusive, foto de Dilma cumprimentando Marina Silva (PV) em evento com o presidente Lula. Também inclui reportagem sobre a derrota de oposicionistas da “velha guarda” no Senado. Em meio à atual polêmica religiosa, a edição traz o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini, enaltecendo Lula e lembrando que Dilma é sua candidata.

A despeito da decisão do TSE, o conteúdo da revista estava na internet ontem.
O “conselho diretivo” da revista é formado por dirigentes da CUT e filiados ao PT, como o presidente da central, Artur Henrique, e Maria Izabel Noronha, a Bebel, que comandou greve de professores contra Serra


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Censura. Uma medida fascista, anti-democrática e anti-constitucional

Censura. Uma medida fascista, anti-democrática e anti-constitucional.


Por decisão do ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), milhares de impressos contendo o “Apelo a Todos os Brasileiros” foram recolhidos pela Polícia Federal na gráfica Pana, no centro de São Paulo. Esse apelo foi elaborado pela Comissão de Defesa da Vida da Regional Sul I, da CNBB.

A ação foi proposta pelo PT, entendendo tratar-se de um ataque à candidatura de Dilma. A justiça eleitoral acatou, ignorando a norma constitucional disposta no art. 5º: IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

Sim, a igreja católica passa por censura. Está sendo proibida de veicular um manifesto cujo conteúdo é de princípios cristãos.
O direito de todos os cidadãos está sendo violado: é o direito de dizer o pensa, de dar opiniões sobre o processo eleitoral, segundo os dogmas religiosos do cristianismo.

A liberdade religiosa no Brasil vai até o limite em que os petistas não se sintam incomodados?
Sim! É a resposta dada pelo Poder Judiciário.

Convicto de que estou apenas exercendo um direito constitucional, reproduzo aqui, na íntegra o manifesto que foi censurado.
Acompanhem:

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A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico www.cnbbsul1.org.br
São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1

APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,

- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,

- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sobre o aborto

Sobre o aborto

Um excelente artigo de Olavo de Carvalho no Diário do Comércio.


O aborto só é uma questão moral porque ninguém conseguiu jamais provar, com certeza absoluta, que um feto é mera extensão do corpo da mãe ou um ser humano de pleno direito. A existência mesma da discussão interminável mostra que os argumentos de parte a parte soam inconvincentes a quem os ouve, se não também a quem os emite. Existe aí portanto uma dúvida legítima, que nenhuma resposta tem podido aplacar. Transposta ao plano das decisões práticas, essa dúvida transforma-se na escolha entre proibir ou autorizar um ato que tem cinqüenta por cento de chances de ser uma inocente operação cirúrgica como qualquer outra, ou de ser, em vez disso, um homicídio premeditado. Nessas condições, a única opção moralmente justificada é, com toda a evidência, abster-se de praticá-lo.

À luz da razão, nenhum ser humano pode arrogar-se o direito de cometer livremente um ato que ele próprio não sabe dizer, com segurança, se é ou não um homicídio. Mais ainda: entre a prudência que evita correr o risco desse homicídio e a afoiteza que se apressa em cometê-lo em nome de tais ou quais benefícios sociais hipotéticos, o ônus da prova cabe, decerto, aos defensores da segunda alternativa. Jamais tendo havido um abortista capaz de provar com razões cabais a inumanidade dos fetos, seus adversários têm todo o direito, e até o dever indeclinável, de exigir que ele se abstenha de praticar uma ação cuja inocência é matéria de incerteza até para ele próprio.

Se esse argumento é evidente por si mesmo, é também manifesto que a quase totalidade dos abortistas opinantes hoje em dia não logra perceber o seu alcance, pela simples razão de que a opção pelo aborto supõe a incapacidade - ou, em certos casos, a má vontade criminosa - de apreender a noção de “espécie”. Espécie é um conjunto de traços comuns, inatos e inseparáveis, cuja presença enquadra um indivíduo, de uma vez para sempre, numa natureza que ele compartilha com outros tantos indivíduos. Pertencem à mesma espécie, eternamente, até mesmo os seus membros ainda não nascidos, inclusive os não gerados, que quando gerados e nascidos vierem a portar os mesmos traços comuns. Não é difícil compreender que os gatos do século XXIII, quando nascerem, serão gatos e não tomates.

A opção pelo abortismo exige, como condição prévia, a incapacidade ou recusa de apreender essa noção. Para o abortista, a condição de “ser humano” não é uma qualidade inata definidora dos membros da espécie, mas uma convenção que os já nascidos podem, a seu talante, aplicar ou deixar de aplicar aos que ainda não nasceram. Quem decide se o feto em gestação pertence ou não à humanidade é um consenso social, não a natureza das coisas.

O grau de confusão mental necessário para acreditar nessa idéia não é pequeno. Tanto que raramente os abortistas alegam de maneira clara e explícita essa premissa fundante dos seus argumentos. Em geral mantêm-na oculta, entre névoas (até para si próprios), porque pressentem que enunciá-la em voz alta seria desmascará-la, no ato, como presunção antropológica sem qualquer fundamento possível e, aliás, de aplicação catastrófica: se a condição de ser humano é uma convenção social, nada impede que uma convenção posterior a revogue, negando a humanidade de retardados mentais, de aleijados, de homossexuais, de negros, de judeus, de ciganos ou de quem quer que, segundo os caprichos do momento, pareça inconveniente.

Com toda a clareza que se poderia exigir, a opção pelo abortismo repousa no apelo irracional à inexistente autoridade de conferir ou negar, a quem bem se entenda, o estatuto de ser humano, de bicho, de coisa ou de pedaço de coisa.

Não espanta que pessoas capazes de tamanho barbarismo mental sejam também imunes a outras imposições da consciência moral comum, como por exemplo o dever que um político tem de prestar contas dos compromissos assumidos por ele ou por seu partido. É com insensibilidade moral verdadeiramente sociopática que o sr. Lula da Silva e sua querida Dona Dilma, após terem subscrito o programa de um partido que ama e venera o aborto ao ponto de expulsar quem se oponha a essa idéia, saem ostentando inocência de qualquer cumplicidade com a proposta abortista.

Seria tolice esperar coerência moral de indivíduos que não respeitam nem mesmo o compromisso de reconhecer que as demais pessoas humanas pertencem à mesma espécie deles por natureza e não por uma generosa - e altamente revogável — concessão da sua parte.

Também não é de espantar que, na ânsia de impor sua vontade de poder, mintam como demônios. Vejam os números de mulheres supostamente vítimas anuais do aborto ilegal, que eles alegam para enaltecer as virtudes sociais imaginárias do aborto legalizado. Eram milhões, baixaram para milhares, depois viraram algumas centenas. Agora parece que fecharam negócio em 180, quando o próprio SUS já admitiu que não passam de oito ou nove. É claro: se você não apreende ou não respeita nem mesmo a distinção entre espécies, como não seria também indiferente à exatidão das quantidades? Uma deformidade mental traz a outra embutida.

Aristóteles aconselhava evitar o debate com adversários incapazes de reconhecer ou de obedecer as regras elementares da busca da verdade. Se algum abortista desejasse a verdade, teria de reconhecer que é incapaz de provar a inumanidade dos fetos e admitir que, no fundo, eles serem humanos ou não é coisa que não interfere, no mais mínimo que seja, na sua decisão de matá-los. Mas confessar isso seria exibir um crachá de sociopata. E sociopatas, por definição e fatalidade intrínseca, vivem de parecer que não o são.


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Olha as pesquisas aí!

Olha as pesquisas aí!

A diferença entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra caiu para seis pontos, o que, no segundo turno, quer dizer 3: se a eleição fosse hoje, ela teria 49% das intenções de voto, e ele 43% — 53% e 47%, respectivamente, dos votos válidos: os mesmos seis pontos. Pesquisa divulgada pelo Datafolha no domingo apontava 7 de diferença: 41% a 48%. No dia 29, há 15 dias, o Ibope afirmava que a diferença entre Serra e Dilma era de 23 pontos!!!


PS: TODOS os institutos de pesquisa erraram no primeiro turno.


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

A Petrobra´s foi privatizada.... o dono é o PT.

A Petrobra´s foi privatizada.... o dono é o PT.

Por Reinaldo Azevedo, na Veja on-line:

"Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, tem de ser processado pelo PSDB, acionado pelo Ministério Público e repreendido pela Comissão de Ética. A máquina da Petrobras foi posta a serviço da candidatura de Dilma Rousseff, do PT. A nota que ele emitiu ontem é inaceitável numa república: satanizou o governo anterior, buscando atingir a candidatura da oposição, espalhou inverdades e entrou no vale-tudo eleitoral. Também cabe punição administrativa. O governo editou em março uma cartilha para orientar a conduta, durante a eleição, de agentes políticos, titulares de cargos públicos e gestores de negócios públicos e prestadores de serviço. A íntegra está aqui, com as diretrizes também da Comissão de Ética Pública. Além da comissão, participaram da feitura do documento a Advocacia Geral da União, a Casa Civil e o Ministério do Planejamento.

Gabrielli jogou no lixo a Cartilha, a Lei Eleitoral, esses órgãos todos e a Constituição, especialmente o Artigo 37, segundo o qual “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

O presidente da Petrobras certamente imagina que vai atingir a candidatura do tucano José Serra. Besteira! Está dando um tiro contra a Petrobras. É o caso de iniciar uma campanha pela desprivtização da Petrobras, que foi privatizada pelos petistas. E a empresa já começa a pagar o pato de tanta irresponsabilidade."



Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Entenda como é calculado o quociente eleitoral

Entenda como é calculado o quociente eleitoral

Viabilizar a representação dos setores minoritários da sociedade nos parlamentos. Este é o objetivo do sistema eleitoral proporcional, que define os ocupantes das vagas nos legislativos federal, estaduais e municipais – a única exceção é o Senado, onde os senadores são eleitos pelo sistema majoritário, assim como governadores e presidente da República.

O principal instrumento do sistema proporcional é o chamado quociente eleitoral. Esse mecanismo define os partidos e/ou coligações que ocuparão as vagas em disputa nos cargos de deputado federal, estadual e vereador.

O quociente eleitoral é determinado dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo de vagas a preencher em cada circunscrição eleitoral. Vale lembrar que, nas eleições proporcionais, contam-se como válidos apenas os votos dados a candidatos regularmente inscritos e às legendas partidárias (Lei nº 9.504/97, art. 5º).

Em outras palavras, o quociente eleitoral é o resultado da divisão entre o número de votos válidos apurados na eleição proporcional (tanto os nominais quanto os de legenda – no numerador) pelo número de vagas da Casa Legislativa (colégio plurinominal – no denominador). Na prática esse quociente define o número de votos válidos necessários para ser eleito pelo menos um candidato por uma legenda partidária (Código Eleitoral, art. 106).

Câmara dos Deputados

Um exemplo de como funciona, na prática, o quociente eleitoral pode ser obtido por meio da análise da votação nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 70, 53 e 46 vagas na Câmara dos Deputados, respectivamente.

Em SP, onde os votos válidos totalizaram 21.317.327 e o número de vagas na Câmara dos Deputados é 70, o quociente eleitoral calculado foi de 304.533. Ou seja, essa é a quantidade de votos necessária para eleger um candidato por uma legenda partidária.

Em Minas, que totalizou 10.283.055 votos válidos, o quociente eleitoral foi de 194.020 votos, uma vez que o número de vagas do estado na Câmara dos Deputados é 53. Isso quer dizer que, para eleger pelo menos um candidato por uma legenda partidária, são necessários, no mínimo, 194.020 votos.

No Rio de Janeiro, que possui 46 vagas na Câmara em Brasília, foram 7.998.663 votos válidos no pleito do último domingo (3). Assim, a quantidade de votos para eleger proporcionalmente um deputado foi 173.884.

Quociente partidário

Depois de definido o quociente eleitoral – pela divisão do número de votos válidos apurados pelo número de cadeiras na Casa Legislativa –, o sistema proporcional prevê o cálculo do quociente partidário – aquele que definirá quantas vagas caberá a cada partido e/ou coligação.

O quociente partidário resulta da divisão entre o número de votos válidos sufragados a uma mesma legenda partidária (partido ou coligação) – tanto os nominais dados aos candidatos daquela legenda quanto os propriamente de legenda, no numerador – pelo quociente eleitoral anteriormente definido (no denominador). Ao final da conta, fica definido o número de representantes que a legenda elegerá.

Os nomes dos candidatos da legenda (partido ou coligação) que serão, dentro desse número indicado pelo quociente partidário, será definido pela ordem da votação nominal que atinja cada candidato individualmente (CE, art. 108).

Em São Paulo, a coligação que alcançou mais votos válidos para o cargo de Deputado Federal foi formada por PRB / PT / PR / PC DO B / PT do B, com 6.789.330. Aplicando-se a fórmula de cálculo do quociente partidário, o resultado é 22. Isso significa que a coligação elegerá 22 candidatos para a Câmara dos Deputados, sediada na capital federal.

Caso no cálculo do quociente partidário houver sobra de votos (que não alcançam o quociente eleitoral estabelecido), as vagas remanescentes são submetidas a outros cálculos – também previstos no sistema eleitoral proporcional – para definir os candidatos que as ocuparão.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Jorge Bornhauses concede entrevista ao Estadão

Jorge Bornhauses concede entrevista ao Estadão.

Por Malu Delgado:

Ex-presidente do DEM, Jorge Bornhausen foi convidado a integrar o núcleo político que vai comandar a campanha de José Serra (PSDB) no segundo turno da corrida presidencial.

Como foi o processo para sua integração ao núcleo político da campanha? O convite partiu do próprio candidato?
Na segunda-feira (depois do primeiro turno) os candidatos majoritários estiveram com o Serra. Nesta reunião, ele me pediu que colaborasse e ajudasse na coordenação de campanha. Eu concordei e disse que gostaria de trabalhar visando ao melhor resultado possível. Integramos o núcleo que tem o Aloysio (Nunes, eleito senador por São Paulo), o Sérgio Guerra (presidente do PSDB), o Rodrigo (Maia, presidente do DEM), os presidentes de partidos para ajudar exatamente no sentido político. Acho que isso poderá realmente trazer benefícios à campanha. O segundo turno é uma nova eleição. Eu estou com uma expectativa muito favorável. O clima é de vitória por parte dos que integram a equipe.

Fazendo uma retrospectiva do primeiro turno, o sr. fez diagnósticos? Quais ajustes são necessários?
Toda campanha necessita de ajustes. Acho que na política é sempre onde tem de haver a parte crítica. Isso faz com que esse espírito de oposição se incorpore à campanha. Não vejo como a oposição fazer oposição sem críticas. Respeitosas, mas necessárias.

O sr. se refere à necessidade de a campanha de Serra fazer críticas mais contundentes ao PT e ao governo?
Eu acho que são críticas ao desempenho do governo e críticas de natureza ética ao que ocorreu durante esse período em que o governo do PT trouxe mensalões e outras coisas para a vida pública brasileira.

No primeiro turno essa abordagem crítica foi deixada de lado?
A crítica realmente não foi a tônica central, nem deve ser. A tônica central deve ser a proposição, o confronto de personagens. Mas, é indispensável que a crítica exista. E essa crítica foi muito mais feita pela imprensa de forma eficiente e verdadeira, e a imprensa sendo ameaçada pelo governo Lula, do que propriamente pela campanha do candidato de oposição. Acho que agora não pode deixar de haver esse posicionamento político.

É neste sentido que se encaixa a preocupação do PSDB e do DEM de abordar o que foi o governo Fernando Henrique Cardoso sem receio de esconder o que foi esse governo?
Eu tenho uma opinião muito clara em relação ao governo do presidente Fernando Henrique. Ele foi o grande transformador do Brasil. O Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal por si só o levarão para a história como um grande brasileiro. Só que este não é o tema da campanha. O tema é o futuro, o que se quer para o Brasil. Se quer um Brasil partidarizado ou tenha um governo formado por técnicos categorizados, por políticos habilitados e com ética. Um governo com ética e um governo em que o presidente da República tenha postura de presidente. E que não falte com a verdade. Essa é a tônica que deve prevalecer na parte crítica, que faz parte da política da campanha.

O presidente Lula entrou na campanha no primeiro turno sem amarras, sendo, inclusive, multado pela Justiça Eleitoral. Como o sr. vê a questão do comportamento de Lula e a expectativa da ação dele para o segundo turno?
No primeiro turno o presidente jogou-se com a máquina estatal para eleger a sua candidata. Não poupou nenhuma ação governamental. Utilizou-se de todos os meios. Nunca foi visto na história de um país democrático uma atuação dessa natureza de um presidente. Ele foi tudo, menos o magistrado da nação.

O sr. acredita que ele continuará na mesma toada no segundo turno?
Ele nos agrediu. Agrediu o governador Luiz Henrique e recebeu a resposta nas urnas. Ganhamos no primeiro turno. Em Joinville, foi a maior votação do Raimundo Colombo. Acho que ele tem que ser respondido na medida em que atue de forma ilegal e abusiva.

O sr. se refere à frase do presidente sobre a extirpação do DEM?
O presidente fez referências diretas aos Bornhausen, desrespeitando as famílias catarinenses que vieram colonizar este Estado e o colocaram como melhor Estado da federação.

Mas, em 2006, o sr. também disse “vamos acabar com essa raça” e a frase está na memória do PT até hoje
A raça teve um sentido claro. É um lado. É a raça corintiana, a raça flamenguista, a raça petista. Não teve nenhum cunho racista. É no sentido de não permitir que voltasse a ter o mensalão. Estávamos em pleno reino do mensalão (em 2006), na maior corrupção ética da história política. Foi isso.

A polêmica sobre o aborto é central para o debate no segundo turno?
Quem colocou esse tema na pauta foi o PT e o Plano Nacional de Direitos Humanos do governo Lula, assinado pela ministra Dilma. Agora quer se esconder da responsabilidade. Cabe ao PT dizer que isso está no seu programa. Senão, é mentir.

Mas essa discussão não corre o risco de ser colocada de uma maneira enviesada em que se dilui a importância de defender um Estado laico?
Quem tem colocado essa questão são os religiosos, que defendem a vida e reagiram a essa postura do PT e da candidata, que adotou uma posição contra princípios religiosos.

O PT atribui a entrada desse tema de forma intensa na campanha à onda de boatos que teria sido propagada e alimentada pelo PSDB e aliados.
Não é onda de boato que consta no programa do PT e do Plano Nacional de Direitos Humanos. Portanto, não é boato. E a candidata é do PT e, portanto, adota essa mesma posição.

O futuro deve ser a tônica do segundo turno? Quais temas serão explorados pelo candidato José Serra?
Cabe ao candidato a presidente escolher o roteiro da sua campanha. Cabe a seus companheiros ajudarem na discussão disso. O presidente é um homem muito preparado. Na minha opinião é hoje o político mais preparado do Brasil, o melhor administrador público. Ele saberá como ninguém colocar os pontos da sua administração para o futuro


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente