terça-feira, 13 de setembro de 2011

A volta da CPMF.

A volta da CPMF.

Por Cristiane Jungblut e Gerson Camarotti, no Globo:

Diante do racha dos governadores, com grande parcela deles relutante em assumir a defesa de um novo tributo para a Saúde por causa do desgaste político, a presidente Dilma Rousseff fez chegar a eles o seguinte recado: ou defendem a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) ou não terão outra fonte de financiamento para o setor. Os governadores querem mais recursos para bancar as despesas com Saúde de acordo com os novos critérios da chamada Emenda 29, que terá sua regulamentação votada pela Câmara no dia 28. “Ou é a CSS ou é nada”, resumiu nesta quinta-feira um auxiliar direto da presidente Dilma.

A maioria dos governadores apoia o pleito de fonte específica de financiamento para o setor, mas estão divididos sobre a recriação de um tributo nos moldes da CPMF, e vários já criticam o aumento da carga tributária. De forma reservada, Dilma não tem simpatia por outras alternativas apresentadas até agora, como destinação de parcela do pré-sal ou mesmo tributação de cigarros, bebidas alcoólicas e uso de parte do seguro de acidente de trânsito (Dpvat).

E muito menos por legalizar os bingos para engrossar o orçamento do setor. Ela já desautorizou a proposta, quando defendida pelo líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). A ideia também é defendida por parte de PT, PTB e PDT, e nesta quinta-feira ganhou o apoio do governador Sergio Cabral (PMDB-RJ).”O jogo no Brasil, se aberto e legalizado, poderia ser uma fonte de financiamento importante para vários setores, inclusive Saúde, Cultura e área social, como em grande parte do mundo. Bastaria criar instrumentos para coibir a lavagem de dinheiro, fazendo com que os recursos pudessem entrar formalmente no Tesouro”, disse Cabral.

Dilma tem dito, segundo ministros, que o governo federal está com sua situação resolvida dentro da proposta de regulamentação da Emenda 29, ou seja, a União não terá que aumentar os gastos. O texto prevê a manutenção do atual investimento, que é o chamado Piso Nacional de Saúde: o orçamento do ano anterior mais a variação do PIB nominal (inflação mais o crescimento da economia), o que tem dado em média 7% das receitas da União - em 2011, o piso é de R$ 71,5 bilhões.

O problema na Câmara é dos governadores, que terão dois desafios: cumprir efetivamente o que prevê a Constituição, 12% de suas receitas, e ainda retirar gastos que hoje eles embutem no setor, maquiando as contas. Pela avaliação do Planalto, os governadores não podem ficar divididos nessa questão e precisam assumir a responsabilidade nesse debate, defendendo o novo tributo, porque não há de onde tirar recursos.


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Movimento Contra a Corrupção cresce nas redes sociais, e novas manifestações são marcadas

Movimento Contra a Corrupção cresce nas redes sociais, e novas manifestações são marcadas


Por Tatiana Farah, no Globo:

O analista de RH Saulo Resende já avisou ao pai, atônito com a atuação do filho no protesto contra a corrupção desta quarta-feira: “Eu não vou parar”. Com outros 40 “amigos” conhecidos na manifestação da avenida Paulista, lançou no Facebook uma comunidade apartidária para o próximo passo do grupo: uma manifestação nacional no feriado de 12 de outubro. “Meu pai ficou preocupado porque, em sua juventude, nos anos 70, viu o que ocorreu a quem protestava. Mas hoje o país está diferente.”

Diferente mesmo: as manifestações são organizadas pelas redes sociais e só depois ganham as ruas. De volta à frente dos computadores, os jovens arquitetam novos atos para fortalecer o movimento. Entre os organizadores, estão estudantes, profissionais liberais e grupos impensáveis em uma mesma mesa: a ala jovem da maçonaria e os hackers do grupo Anonymous, que apavoraram as autoridades abrindo caixas de email. Os organizadores partem de grupos diferentes, como os “caras pintadas” e os jovens do “Dia do Basta”. Tintas coloridas para alguns, máscara do personagem anárquico “V” para outros e cartazes de protesto para todos.

“Fomos espalhando a informação porque a rede social permite esse tipo de movimento”, diz o ator e comunicador social Felipe Mello, para quem não houve um estopim para os protestos: “O que há é um esgotamento da paciência. Só há crime, não há castigo.”

Embora majoritariamente formado por jovens, o movimento não contou com a presença da União Nacional dos Estudantes (UNE) em nenhuma das capitais. O presidente da entidade, Daniel Iliesco, disse ao GLOBO que a entidade participou no mesmo dia do tradicional Grito dos Excluídos. “Mas a gente entende que esse movimento tende a se aprofundar. É muito espontâneo e, assim como outros movimentos, achamos que é fundamental que se aprofunde mesmo.”

Segundo Daniel, a UNE “está centrando esforços” em outra manifestação, com as entidades de professores, que deve ser realizada no final de outubro, mas que, se for convocada, a entidade deve apoiar a mobilização de 12 de outubro.


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Estado de SP e União decidem tirar Ferroanel da gaveta

Estado de SP e União decidem tirar Ferroanel da gaveta

Valor on-line: Por Daniel Rittner De Brasília



Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos: dificuldade de operação aumentará a partir de 2015

Sob o risco de colapso no transporte de cargas pela maior região metropolitana do país, a presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin começaram a destravar as negociações em torno do Ferroanel de São Paulo, tido como projeto estratégico do setor ferroviário.

As equipes de Dilma e de Alckmin chegaram a um difícil consenso e decidiram retomar a ideia original do Ferroanel: a construção de um trecho de 66 quilômetros entre Campo Limpo Paulista (por onde passam os trens vindos de Campinas) e Engenheiro Manoel Feio (a caminho do porto de Santos). Trata-se do chamado Tramo Norte. Diferentemente da versão anterior, no entanto, o novo projeto deverá seguir o traçado do Rodoanel Norte, a partir da estação Perus.

Ainda falta muito para o início das obras, mas o processo de licenciamento ambiental poderá tramitar junto com o do trecho norte do Rodoanel. Calcula-se que cerca de 80% do traçado do Ferroanel acompanhará o anel rodoviário, que tem uma previsão de 150 metros de faixa de domínio (área de reserva nas laterais que evitam sua ocupação desordenada). Para o licenciamento ambiental, estuda-se estender a faixa de domínio em mais 30 metros, dando espaço para a instalação dos trilhos. Sabe-se que haverá a necessidade de túneis e viadutos, já que as obras vão atravessar a Serra da Cantareira.

Com isso, o governo federal e o de São Paulo pretendem resolver a convivência cada vez mais tumultuada entre os trens de cargas e de passageiros. Hoje, as composições de cargas da MRS Logística - concessionária que atua na região - só podem atravessar a Grande São Paulo durante as janelas de ociosidade nas operações de passageiros da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM).

A novidade não vem apenas do setor público. Pela primeira vez, a própria MRS admite financiar - ainda que parcialmente - a obra, orçada em mais de R$ 1 bilhão. Sem detalhar a equação financeira do projeto, o presidente da empresa, Eduardo Parente, diz que há disposição da MRS em liberar recursos para o Ferroanel e propõe, em troca, uma extensão do contrato de concessão, que expira em 2026.

De acordo com o executivo, a construção do anel ferroviário tornaria viável o maior uso dos trilhos para o transporte de produtos como soja e açúcar para Santos. "De 2,5 milhões de TEUs (contêineres equivalentes a 20 pés) que chegam ao porto, por ano, só 80 mil são transportados por ferrovias. Com o Ferroanel, esse volume pode aumentar facilmente para 1,5 milhão de TEUs. Dá para tirar, tranquilamente, 5 mil caminhões por dia de circulação da cidade de São Paulo", assegura Parente.

A volta ao projeto original aposenta a ideia de construir uma passagem subterrânea para cruzar o centro da capital. Essa solução, apelidada de "mergulhão" pelas autoridades que discutiam o assunto, incluía um túnel de dois a três quilômetros de extensão nas regiões da Luz e do Brás. Ela complementava o projeto de duplicação das vias, na região sul da Grande São Paulo, compartilhadas hoje por cargas e passageiros. Aproveitando a faixa de domínio desocupada da ferrovia já existente, segregava as duas redes e dava uma solução mais barata - estimava-se R$ 800 milhões - ao problema, mas mantinha outro: cargas pesadas continuariam passando por áreas densamente povoadas. Por isso, o prefeito Gilberto Kassab vetou a ideia com veemência, o que a jogou dentro da gaveta.

A segunda alternativa, agora descartada, previa a construção do Tramo Sul do Ferroanel, entre Evangelista de Souza e Rio Grande da Serra. Para a MRS, era uma obra de pouca eficiência logística. O governo federal também a via com desconfiança. Para o governo de São Paulo, no entanto, era uma obra que permitia escoar alguma carga vinda do interior paulista pelo porto de Santos, sem dar ao transportador a opção de seguir por trilhos rumo a Itaguaí (RJ), visto como concorrente do porto paulista.

Tantas idas e vindas atrasaram em mais de dez anos a execução do Ferroanel. Agora, diferentemente do que ocorreu no passado, todas as esferas de governo estão alinhadas. As divergências internas que havia no governo de José Serra (2007-2010) também foram superadas. "Há um clima de entendimento", afirma Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Se já existe consenso em torno da escolha pelo Tramo Norte do Ferroanel, a equação financeira do projeto ainda não tem uma definição. Figueiredo vê com cautela a sugestão da MRS de desembolsar recursos próprios para a obra, em troca de prorrogação da concessão. "É uma possibilidade, mas não é a única, nem é a possibilidade que consideramos em primeiro lugar", diz.

A consultoria francesa Logit foi contratada para fazer um estudo sobre a demanda de cargas que podem passar pelo Ferroanel. Em 2007, um relatório do BNDES mantido sob reserva pelo governo considerou a obra "urgente" e classificou o compartilhamento da malha ferroviária na região metropolitana de São Paulo como "um dos maiores gargalos logísticos do país".

O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, adverte que a situação só vai piorar. "A partir de 2015, e portanto nos restam apenas quatro anos, teremos ainda mais dificuldades para arrumar janelas para a operação de cargas na Grande São Paulo", diz. Ele explica: todas as linhas da CPTM estarão operando com intervalo inferior a quatro minutos entre cada trem de passageiros. "Algumas ficarão, inclusive, abaixo de três minutos."

Hoje, a maioria das linhas tem entre cinco e seis minutos de intervalo entre as composições. Com isso, sobram 12 janelas de ociosidade para as operações de cargas da MRS, em duas faixas de horário: das 9h às 15h, e depois das 21h às 3h. É impossível ampliar essas faixas porque os trens de cargas são muito lentos e pesados, e a operação concomitante com as composições de passageiros fica inviável.

Há quatro anos, quando estudou o assunto, o BNDES estimou que a demanda de transporte de cargas ferroviárias no Ferroanel passaria de 52,8 milhões de toneladas para 99,4 milhões de toneladas em 2023. Há forte potencial para mercadorias como soja, açúcar, álcool, areia e fertilizantes. A MRS diz que a construção do Tramo Norte permitiria o uso de contêineres "double deck", que duplicam a capacidade de transporte sobre trilhos.


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Álvaro Dias e Jarbas Vaconcelos criticam proposta de controle da mídia.

Álvaro Dias e Jarbas Vaconcelos criticam proposta de controle da mídia.

No Globo:

A proposta defendida durante o IV Congresso Nacional do PT, no final de semana, de criar um marco regulatório da mídia , foi duramente criticada nesta segunda-feira pelos senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Para ambos, a proposta do PT está relacionada às denúncias de corrupção que ganharam destaque nos jornais nos últimos meses. Os dois também citaram matéria da revista “Veja” - bastante criticada pelo partido - que acusa o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu de tentar desestabilizar o governo da presidente Dilma Rousseff.

“Quando as denúncias explodem nos principais veículos do Brasil, fala-se em regulação da mídia, como se desejássemos amordaçar a imprensa para que a corrupção pudesse campear fagueira na clandestinidade do submundo do governo”, declarou Alvaro Dias na tribuna do Senado.

“Não queremos uma imprensa governista. Já basta a cooptação que o governo fez com os chamados movimentos sociais, que viraram meros apêndices do PT. Toda vez que algum malfeito petista aparece nas páginas dos jornais e das revistas, a cúpula do PT se apressa em ressuscitar o chamado marco regulatório da mídia, nome pomposo para um verdadeiro tribunal inquisidor da comunicação que os petistas querem implantar no Brasil”, criticou Jarbas Vasconcelos.

Dias chegou a comparar o PT a um comerciante desonesto: “Eu poderia popularizar um pouco a crítica, afirmando que o PT, neste momento, se parece com aquele comerciante desonesto, que vende produto falso, faz propaganda enganosa e tenta driblar o Conar e o Procon. É o que eu vejo nessa tentativa petista: driblar a opinião pública”.

Os dois senadores destacaram ainda que a ascensão do PT se deveu à liberdade de imprensa e ao espaço que recebeu na imprensa. “Considero, portanto, uma manifestação de ingratidão ímpar o PT, no poder, amaldiçoar a imprensa, como vem fazendo especialmente nas últimas semanas, inconformado com as denúncias de corrupção no governo”. afirmou Alvaro Dias.
(…)
Vasconcelos disse ainda que vai ser um “um adversário ferrenho de qualquer proposta que pretenda limitar a liberdade de imprensa, um dos pilares da democracia”.


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Para economistas de consultorias e de corretoras, corte de juros ocorreu na hora errada


Por Gerson Camarotti e Henrique Gomes Batista, no Globo:

A inesperada redução dos juros básicos da economia pelo Banco Central (BC) na última quarta-feira - em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano - se soma à recente defesa intransigente da necessidade de um ajuste fiscal robusto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, como sintomas de uma mudança de curso na política econômica: a formulação das ideias centrais passou às mãos da Presidência da República. Economista de formação e uma controladora nata, nas palavras de seus subordinados, a presidente Dilma Rousseff tomou as rédeas da economia e vem moldando a equipe ao seu modo de pensar, no qual o fio condutor é um desenvolvimentismo apoiado no crescimento sustentado, em patamares mínimos de 4%. Para especialistas, porém, o corte da Taxa Selic foi adotado na hora errada já que a inflação no país ainda não dá sinais de desaceleração.”O sistema de metas de inflação está em xeque. Mudou a política monetária. O tripé superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação está um pouco mambembe”, afirma Alessandra Teixeira, economista da Tendências Consultoria.

Para Alessandra, a queda da Selic em um momento de pressão inflacionária e temores em relação aos preços de commodities (produtos básicos com cotação mundial, como petróleo, soja e minério de ferro) é um indicativo de que o governo desistiu de convergir o IPCA para a meta de 4,5% em 2012, com intervalo de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mesmo usando como justificativa a estimativa de agravamento da crise mundial para o corte, analistas acreditam que faltam fundamentos técnicos para a decisão.

“Governo abandonou meta de inflação”
Oficialmente, contudo, o BC sinaliza que o corte nos juros é compatível com inflação na meta em 2012. Segundo rumores que circularam ontem em Brasília, teria também balizado a decisão o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre, que teria sido bem abaixo do esperado. Os dados oficiais serão divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

“As commodities não estão caindo e não têm essa perspectiva. Pelo contrário, em agosto, mesmo com a piora da nota de crédito dos Estados Unidos, todos os preços subiram, exceto o suco de laranja. Só o café avançou 20% no mês”, diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro.

“A decisão não é justificável tecnicamente por nenhum aspecto e o BC não deveria se antecipar a uma possibilidade de deterioração do cenário externo apenas”, concorda Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, afirmando que a desaceleração da economia brasileira não é suficiente para trazer a inflação para baixo.

Eduardo Velho, economista da Prosper Corretora, diz que as perspectivas para a inflação são ainda piores, pois, em 2012, além de haver uma alta do salário mínimo de 13,6%, há a possibilidade de aumento do gasto público por se tratar de um ano eleitoral


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Os porcos irão atacar a imprensa

Os porcos irão atacar a imprensa! De novo.


Por natuza Nery, Catia Seabra e Bernardo Mello Franco, na Folha:

O comando do PT elaborou documento em que ataca a imprensa e defende o controle da mídia no Brasil. No texto, apresentado ontem à Executiva Nacional como proposta de resolução para o 4º Congresso do partido, o PT defende o fim da propriedade cruzada em veículos de comunicação, a “democratização” da mídia e a “quebra do monopólio”. Apesar disso, o partido sustenta que é contra qualquer tipo de censura. A Folha apurou que o governo tende a encampar o veto à propriedade cruzada de meios de comunicação. A ideia seria acionar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para obrigar grupos que têm várias plataformas a se desfazer de parte das concessões.

A resolução preliminar diz que a falta de um marco regulatório e a concentração do domínio midiático “tolhem a democracia”, “silenciam” e “marginalizam”, “criando um clima de imposição de uma versão única no país”. Em tom bem mais agressivo do que o do 3º Congresso, de 2007, o texto condena “certos veículos que flertam com mecanismos ilegais”. O partido afirma que, após participar de “conspiração que tentou derrubar, sem êxito, o PT e Lula”, setores da mídia lideram agora “campanha pela faxina” no governo.

FALCÃO
Falcão, que está condensando o texto, lembrou em entrevista que o ex-ministro Franklin Martins (Comunicação Social) já apresentou proposta semelhante no governo Lula. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT-PR), que participará do encontro, disse à Folha que essa não é a pauta do governo: “É insensato. Lutamos para escrever na Constituição que não pode haver controle prévio e censura”. Segundo Bernardo, a Lei Geral de Telecomunicações, em discussão no ministério, regula a concessão de emissoras de rádio e TV, mas não de jornais, revistas e internet.

O secretário de Comunicação do PT, André Vargas (PR), porém, diz que o partido não vai se curvar ao governo. Para ele, “a sociedade pode resolver constituir um conselho” para controlar a mídia impressa e a internet


Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Líder dos estudantes fascistas chilenos se encontra

Líder dos estudantes fascistas chilenos se encontra com os pelegos da UNE no Brasil!

Veja on-line, por Reinaldo Azevedo:


Vocês estão vendo esta gatinha?




É “La Pasionaria” do Facebook chileno. Pois é! É a cara mais bela da desordem e do extremismo no Chile, a provar que as mesmas idéias que contribuíram para que o país caminhasse para uma ditadura, há 38 anos, continuam de algum modo vivas. Seus partidários evidenciam que não esqueceram nada nem aprenderam nada. Mas agora dispõem das redes sociais!

Camila Vallejo é a presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (Fech) e uma das líderes da chamada “revolta estudantil”, que tem seduzido e comovido tantos jornalistas brasileiros. Como toda esquerdista bonitinha, ela quer ser reconhecida por suas idéias, não pela beleza. Seria diferente com as feias? Acho que não. Mas, ao menos, não se criaria uma relação de oposição entre beleza e bom senso, hehe… O Brasil já teve o enfant gâté do impeachment, Lindbergh Farias, hoje um dos freqüentadores do Cafofo do Dirceu. Beleza é um bem transitório. Feiúra moral é que não tem cura. Camila, vejam vocês, está em Brasília e falou com o repórter Gabriel Castro, da VEJA Online.

Sabem quem a convidou para vir ao Brasil? Os pelegos da UNE. Isso prova a honestidade intelectual de Camila e da UNE. Por quê? Os estudantes chilenos pedem, como ela diz à VEJA Online, o fim do que chamam “modelo neoliberal na educação”. Questão de honra para os valentes: eles só admitem ensino público no Chile. E ponto final! Querem proibir o lucro na educação — esse é um ponto inegociável de sua pauta. E que caminho escolheram para reivindicar isso que consideram “um direito”? A ocupação das universidades e escolas de ensino médio. Estão quase todas paradas há três meses. E, claro!, manifestações violentas de rua.

Atenção! Uma coalizão liderada pelos socialistas governou o país por mais de 20 anos. Sebastián Piñera é o primeiro presidente de centro-direita eleito desde a redemocratização, em 1990. E a extrema-esquerda chilena, que se finge “independente”, com tipos como Camila, deixa claro: “Democracia, sim, desde que os nossos adversários jamais governem”. Atenção! A economia chilena segue sendo a mesma do governo Bachelet; o modelo de educação não mudou; os direitos sociais não sofreram qualquer alteração. Piñera faz, em suma, um governo de continuidade.

Mas a bonitnha e sua turma — agora com a adesão dos sindicatos — decidiram que é hora de mudar tudo. E é uma gente que negocia de um modo curioso. Eles apresentam a pauta ao governo e se negam a sentar para conversar. Consideram que a simples conversa já caracteriza uma rendição. Os cretinos no Brasil estão encantados. Acham que o caminho é esse mesmo. Afinal, se Piñera “é de direita”, então ele merece ser acossado por um bando de fascistas que se auto-intitulam críticos do “neoliberalismo”. Como estupidez pouca é bobagem, nos confrontos de rua, um policial — que já foi identificado — disparou um tiro e matou um estudante. O chefe da polícia foi demitido. Para gente como Camila, é pouco. Um só cadáver não derruba o governo. É preciso ter mais.

O Partido Socialista do Chile acompanha tudo, com apoio crítico. Oficialmente, os estudantes também são hostis ao governo anterior, mas partiram pra porrada foi neste, certo? Imbecilóides no Brasil se encantam com o que consideram um “movimento contra todos os partidos políticos”. Errado! É um movimento contra “toda moderação”, como é típico dos fascistas.

A UNE - União Nacional dos Estudantes.
Os pelegos da UNE, essa escória que mama nas tetas do dinheiro público, convidou Camila para participar de um ato público no Brasil. Tentam marcar uma audiência da moça com Dilma. Corre o risco de acontecer. Lembrem-se que Lula, o Apedeuta, não foi à posse de Piñera, o que deveria ter feito até como gesto de solidariedade. O Chile tinha acabado de sofrer um terremoto devastador. O Babalorixá não é do tipo que se mete com democratas como o presidente chileno. Ele gosta é de lixos morais como Hugo Chávez. Adiante.

O protesto a favor — os pelegos da UNE só fazem protestos a favor, à diferença da Musa do Extremismo —, em Brasília, com a participação da moçoila, não chegou a reunir 4 mil pessoas. Os promotores falam em 20 mil… O ato marcava — ai, ai… — o fim do “Agosto Verde-Amarelo” (alguém ouviu falar?), uma jornada de mobilizações (que nunca aconteceram) que inclui a apresentação ao governo de uma pauta com 43 reivindicações. Uuuuu!!!

Entre 2004 e 2009, o governo Lula deu à UNE mais de R$ 10 milhões. O congresso da entidade, em 2011, foi financiando com estupendos R$ 4 milhões das empresas estatais. O Planalto decidiu ainda repassar à turma R$ 44 milhões para a reconstrução da sua sede, que terá — atenção! — 13 andares. Como a UNE não tem trabalho o bastante para lotar duas salas, vai acabar realizando a sua verdadeira vocação: viver de aluguel.

Entre as 43 reivindicações apresentadas ao governo, não está, por exemplo, o fim da corrupção ou da impunidade. O tiozinho do PC do B que preside a entidade — já com os primeiros fios de cabelo branco —, um certo Daniel Iliescu (deve ter saudade do comunismo romeno…), explica à VEJA por que os valentes não atacam a corrupção nem pedem CPI. Não é que eles tenham sido comprados, de jeito nenhum! Ele esclarece: “Mais do que a UNE ficar defendendo a CPI, o importante é que o Brasil avance em soluções estruturantes, para cobrar dos políticos mais honestidade”.

Ah, bom! Que borra isso quer dizer? Nada! É só papo-furado de um sujeito que lidera uma aparelho que hoje arranca dinheiro dos pobres para… sustentar o próprio aparelho.

Camila, a fascistóide, e Iliescu, o pelego, são também dois picaretas. A moça resolveu botar fogo no Chile porque não aceita dinheiro privado na educação — ou tudo é público ou cinzas! O modelo petista de ensino universitário, via ProUne, promove uma transferência de recursos públicos para mantenedoras privadas como nunca houve na história destepaiz, enquanto o esgoto corre a céu aberto no campus de uma universidade federal de Garanhuns. Tivesse o dinheiro sendo carreado para instituições de qualidade, vá lá. No mais das vezes, as tais faculdades não passam de cabeças de porco disfarçadas de escola. Os dois vigaristas fazem de conta que ignoram o que acontece no país ao lado.


E por que estão juntos? Porque, de fato, não é a pauta que os reúne, mas a solidariedade política “latrino-americana”… Afinal, eles são dois fascistas de esquerda: um está no poder, a outra ainda quer conquistar; uma tenta incendiar o país; o outro lidera protestos a favor.



Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente