quinta-feira, 22 de abril de 2010

10 FRASES

10 FRASES

1. “O aumento de relacões sexuais ilícitas é a causa do aumento de terremotos”.

Kazem Sedighi, aiatolá atômico...


2. “Nós estamos criando as condições para os movimentos sociais como o dos Sem Terra tenham suas reivindicações históricas atendidas”.

Dilma Rousseff, empenhada em perder votos no Rio Grande do Sul, explicando que o governo Lula cria todas as condições para as práticas criminosas do movimento.


3. “Um país é feito de gente,ñ de números.A economia deve existir p/as pessoas.E ñ as pessoas p/a economia”.

Dilma Rousseff, começando a reescrever no twitter a introdução do discurso sobre o nada.


4. “Acho que o que o Brasil pode o Irã deve poder também. Mais do que o Brasil pode, acho que o Irã não deve querer. Vou conversar assim como estou conversando com vocês, olho no olho do presidente Medvedev. Se ele disser, ‘olha, eu vou construir’, ele vai arcar com as conseqüências dos seus gestos”.

Lula, ao revelar a um grupo de jornalistas como fará para reconciliar o regime dos aiatolás com o resto do mundo, confundindo o presidente do Irã com o presidente da Russia.


5. "Mesmo quando é para um artefato nuclear, é também para fins pacíficos porque é para dissuasão”.

José Alencar, ao justificar o projeto atômico do companheiro iraniano Mahmoud Ahmadinejad, ensinando que a ameaça nuclear existe para fins pacíficos.


6. “Serra saiu do Brasil no primeiro grupo de pessoas que abandonou o país. Dilma lutou na clandestinidade contra a ditadura, nessa luta foi presa, torturada, condenada, detida por quatro anos”.

Emir Sader, sociólogo federal, conselheiro de Dilma Rousseff, em reunião com sindicalistas, confirmando que, por ter sido forçado a deixar o Brasil em 1964, José Serra não pode ser acusado de envolvimento em assaltos a bancos, atentados terroristas ou assassinatos produzidos por grupos empenhados na troca da ditadura militar pela ditadura comunista.


7. “Vocês vão fazer campanha para uma mulher cuja história é motivo de orgulho. Se eu conhecesse ela antes de ser candidato, eu não seria candidato, porque teria indicado ela”.

Lula, mentindo ao dizer que não conhecia Dilma quando era candidato; e mentindo ao dizer que abriria mão de sua própria conadidatura em favor da companheira.


8. “A Bíblia não é propriamente um documento em que se pratique um terrorismo”.

Dilma Rousseff, durante discurso em Minas Gerais, querendo dizer sei lá o quê!


9. “Por que alguns promotores têm medo da Justiça?”.

Paulo Maluf, procurado pela Interpol, defendendo a aprovação de projeto de lei que responsabiliza pessoalmente os promotores de Justiça por suas denúncias.


10. “Não existia energia no governo Fernando Henrique não só porque não havia linha de transmissão, é porque não existia a possibilidade de fornecer nenhum megawattinzinho para ninguém”.

Dilma Rousseff, afirmando que a energia elétrica foi inventada no governo Lula, e ficamos oito anos às escuras durante o governo FHC..

Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Incoerência?

Incoerência?

Em posts anteriores critiquei a diplomacia internacional brasileira. Disse que era incoerente e contraditória.
Contudo, uma análise um pouco mais aguçada me fez perceber que ela é absolutamente coerente.
E fiz a análise para, através da lógica, prever a decisão que o presidente Lula tomará com relação à questão da não proliferação de armas nucleares (se é que a decisão brasileira importa à ONU).

Vejamos:

Em pouco mais de sete anos a diplomacia brasileira foi confrontada com algumas escolhas: Entre a Venezuela bolivariana ou os Estados Unidos, escolheu a Venezuela; entre os narcoterroristas das FARC ou o presidente reeleito Alvaro Uribe, escolheu os narcotrafiacntes; entre o psicopata Muammar Khadaffi ou o Tribunal Internacional de Haia, escolheu o louco homicida; entre a ditadura dos irmãos Castro ou os presos de consciência, ficou com os amigos ditadores; entre o terrorista italiano Cesare Battisti ou os pugilistas cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux, preferiu o terrorista; entre o golpista Manuel Zelaya ou a Constituição hondurenha, advogou o retorno daquele ao poder; entre o genocida Omar al-Bashir ou o Darfur dilacerado, ficou com o genocida.

Agora a escolha é entre o Conselho de Segurança da ONU e o Irã de Mamoud Amadinejad, aquele presidente que financia organizações terroristas, pretende varrer Israel do mapa e quer enriquecer Urânio vocês sabem para quê....

A coerência conduz à resposta. Veremos!!!!!

Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Fraude com recursos para festas repete “sanguessuga”

Fraude com recursos para festas repete “sanguessuga”
segunda-feira, 19 de abril.


Por Dimmi Amora e Fernanda Odilla, na Folha:

"Políticos estão fazendo, literalmente, a festa com dinheiro público. Associam-se a ONGs para conseguir recursos do Ministério do Turismo e realizar eventos festivos, num esquema que muitas vezes envolve fraudes e tira proveito de falhas de fiscalização do governo federal. A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União investigam corretagem de emendas parlamentares, pagamento de propina a quem libera a verba e uso de notas frias.

O esquema é similar ao conhecido como a máfia dos sanguessugas, que eclodiu em 2006 e consistia no superfaturamento de ambulâncias compradas com recursos provenientes de emendas apresentadas pelos congressistas ao Orçamento da União.
Entre as 50 ONGs que mais receberam dinheiro do Turismo para organizar festas entre 2007 e 2009, a Folha identificou que 26 têm relação direta com políticos e partidos. As entidades receberam R$ 53 milhões no período.

Pelo menos nove deputados federais beneficiaram-se dos recursos, seja diretamente ou por meio de assessores ou doadores de campanha. São eles: Armando Monteiro (PTB-PE), Sandro Mabel (PR-GO), Alfredo Kaefer (PSDB-TO), Geraldo Magela (PT-DF), José Ayrton (PT-CE), Sandes Júnior (PP-GO), Rodovalho (PR-DF), Rômulo Gouveia (PSDB-PB) e Leo Alcântara (PR-CE). Além disso, há entidades contempladas e subcontratadas que são ligadas a deputados, vereadores e assessores.

É o caso do IEC (Instituto Educar e Crescer), de Brasília. Fundado em 2005, recebeu R$ 1,3 milhão para o 2º Circuito Goiano de Rodeios e subcontratou a Companhia de Rodeios Luiz Maronezzi, do filho do tesoureiro do PR de Goiás. A emenda para que o IEC realizasse a festa foi do presidente do partido no Estado, deputado Sandro Mabel.

Mais verba
Na primeira gestão do presidente Lula, o governo federal gastou R$ 116,5 milhões para a realização de festas e eventos. Nos três últimos anos do atual mandato, esse valor chegou a R$ 601,2 milhões. De 2007 a 2009, 69% da verba foi transferida diretamente para governos estaduais e prefeituras, onde rotineiramente são encontrados problemas nas prestações de contas. Os outros 31% (R$ 187,2 milhões) foram para ONGs, que podem receber recursos sem concorrência pública.

Do dinheiro destinado às festas em 2010, só 5% foi previsto pela pasta. O restante foi incluído por congressistas. A prática de inflar o orçamento do ministério com emendas começou em 2003. No ano passado, 88% de todos os recursos da pasta tiveram esta origem."

Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Relação Brasil-EUA abalada

Relação Brasil-EUA abalada.
Agroindústria pode ser afetada.


Por Paulo Sotero (*), no Estadão:

As diferenças cada vez mais evidentes entre o Brasil e os Estados Unidos sobre como proceder para convencer o Irã a honrar suas obrigações de signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear contêm os ingredientes para transformar-se numa “crise real nas relações entre os dois países, com consequências nocivas que levarão anos para serem revertidas”, disse um funcionário do governo Obama, após a conclusão da Cúpula sobre Segurança Nuclear, em Washington, na semana passada. O desencontro de posições levou a Casa Branca a tirar o Brasil do roteiro preliminar de viagens internacionais do presidente Barack Obama em 2011, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o líder iraniano em Brasília, no final do ano passado.

As coisas só pioraram desde então. “A situação é séria. O Brasil está operando para minar a posição dos EUA na questão estratégica número um do governo Obama; não se trata de divergências como as do algodão ou a crise em Honduras, que podem ser tratadas em compartimento próprio, sem contaminar a relação.”

Na mesma linha, assessores legislativos manifestaram-se perplexos com o que um deles chamou de “a gratuidade” de certos gestos do Brasil, como o desprezo com que Lula referiu-se, em entrevista ao jornal espanhol El País publicada na véspera da cúpula, ao acordo de redução do arsenal de armas atômicas alcançado entre os EUA e a Rússia - o primeiro do gênero em duas décadas.

Ninguém entende tampouco em Washington a motivação do Brasil para assumir o papel de padrinho global do regime do iraniano na questão nuclear ou consegue vislumbrar o interesse brasileiro atendido por essa estratégia. “O Brasil entrou num jogo de altíssimo risco, no qual não tem fichas nem assento à mesa e suas chances de influir no desfecho são inexistentes”, disse uma fonte do governo. “Todos reconhecem o talento político de Lula, mas esse caso exige um milagre.”

O milagre provavelmente renderia o Prêmio Nobel da Paz a Lula em dezembro. Há quem acredite que esta seja a motivação do líder brasileiro. O pesadelo, considerado muito mais provável, pode começar no decorrer dos próximos 30 dias. Nesse período, Washington intensificará as negociações já iniciadas com os demais membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU com vistas à adoção de novas sanções para forçar Teerã a negociar.

Reconsideração. Paralelamente, estará ocorrendo em Nova York a conferência quinquenal de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Finalmente, dia 16 , Lula chegará a Teerã para retribuir a visita que lhe fez em novembro o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. A esperança nos círculos oficiais em Washington é que Lula reconsidere a visita a Teerã e some o Brasil ao crescente consenso em favor de mais pressão sobre o Irã, que conta agora com a participação da China e da Rússia. Preocupados em não dar pretexto para Brasília passar a impressão de que sua posição em relação ao Irã contaria com o respaldo da Casa Branca, como ocorreu após a visita do líder iraniano ao Brasil, funcionários do governo dos EUA desestimularam uma solicitação de encontro entre Lula e Obama. Na rápida conversa que acabou ocorrendo - durante uma breve reunião entre Obama e o premiê da Turquia, Recep Erdogan -, houve tempo apenas para Lula ouvir o rechaço de Obama ao seu pedido de mais tempo a uma solução negociada da questão nuclear com Teerã.

O quadro adverso que agora se desenha na relação bilateral era uma hipótese na cabeça do embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon, nos dias que antecederam sua partida de Washington, em fevereiro. “Os esforços das diplomacias do EUA, do Brasil e de outros países em relação ao programa nuclear do Irã serão julgadas não pelos processos usados, mas pelo resultado”, disse Shannon na época. O resultado que pode desarmar a crise requer, obviamente, uma dramática volta atrás por parte do Irã, que não parece ser contemplada nos cálculos de Ahmadinejad.

Os danos, no entanto, começam a aparecer. O pouco caso de Lula ao acordo sobre desarmamento entre os EUA e a Rússia custará a antipatia ao Brasil do senador Richard Lugar, republicano de Indiana e um dos defensores do tratado no Congresso, que era, até recentemente, um político empenhado em ampliar a cooperação entre os dois países, principalmente na área de energia renovável.

A declaração que o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, fez em Teerã sobre a disposição do Brasil cooperar com o Irã na produção e fornecimento de biocombustíveis foi instantaneamente reproduzida por boletins eletrônicos e blogs voltados para a indústria do etanol de milho nos estados do Meio-Oeste e, com toda probabilidade, virará munição para a defesa dos subsídios ao setor e ataques contra o etanol brasileiro.

Há, por fim, o momento escolhido para a visita da missão comercial brasileira a Teerã, ou seja, durante cúpula convocada pelo presidente americano. Ele foi recebido como uma provocação por setores do Executivo e do Legislativo - uma provocação desnecessária que deve ficar sem resposta, para sublinhar a disposição do governo Obama em relação ao Brasil nesses meses finais do governo Lula.

Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

Brasil-Irã

Brasil-Irã

As relações internacionais do Brasil com o Irã podem gerar consequências econômicas ainda imprevisíveis e afastam o Brasil do posto de membro do Conslho de Segurança da ONU.
O que os líderes mundiais ainda não entendem é o PORQUÊ!
Por que a diplomacia brasileira insiste em relacionar-se com o presidente do Irã, contrariando portanto recomendações e decisões de todos os países membros do conselho de segurança da ONU?

O Bidu que responda... porque eu não sei.


Segue editorial do Estadão deste fim de semana.

"Se cobrasse honorários por desempenho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia apresentar uma alentada fatura ao seu homólogo iraniano Mahmoud Ahmadinejad pelos extenuantes serviços de advocacia que lhe prestou nos últimos dias. Desacreditando a própria versão oficial de que a intenção do governo brasileiro era mediar o conflito sobre o programa nuclear do Irã, Lula se comportou como patrono de Teerã nas suas reuniões bilaterais com os líderes estrangeiros vindos a Brasília para dois encontros de cúpula: o do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) e o do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

O chinês Hu Jintao, o indiano Manmohan Singh, o russo Dmitri Medvedev e o sul-africano Jacob Zuma ouviram dele o que ouviriam de Ahmadinejad: que a adoção, pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU, de uma nova rodada de sanções contra o Irã, buscada pelos Estados Unidos e a União Europeia, seria inútil ou contraproducente, e que o diálogo é a única via para o país prosseguir com o programa nuclear a que tem direito e a comunidade internacional se convencer dos seus fins pacíficos. Na véspera, de volta da Cúpula de Segurança Nuclear, em Washington, Lula já havia criticado abertamente o presidente Obama.

“O que acho grave é que ele até agora não conversou com o Irã”, acusou. Na realidade, o sexteto formado pelos EUA, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Rússia e China vinha conversando intermitentemente com a República Islâmica, sem resultados. Lula, que visitará Teerã daqui a um mês, temperou a sua defesa da posição iraniana com o reparo de que o país “tem de ser mais transparente para mostrar que a finalidade de seu programa é pacífica”. Pelo visto, ele acredita nas intenções declaradas do Irã: o problema estaria apenas na sua opacidade. Como se isso não fosse indício veemente de seus planos para, no mínimo, chegar ao limiar da produção da bomba.

Lula tem afirmado que em 2003 o mundo foi induzido a crer que o Iraque tinha armas de destruição em massa - e que isso não pode se repetir com o Irã. O fato é que Saddam agia como se as tivesse, ao passo que Ahmadinejad age como se não quisesse tê-las. Lula também anunciou que falará “olho no olho” com Ahmadinejad “e, se ele disser que vai construir (a bomba), vai arcar com as consequências do seu gesto”. Só mesmo a sideral soberba do presidente para levá-lo a imaginar que o seu anfitrião poderá se confessar com ele. Saindo do terreno da galhofa, o que o Brasil propõe é ressuscitar as negociações sobre a troca de urânio iraniano enriquecido a 3% pelo equivalente russo e francês de 20% de teor, para a produção de isótopos de uso medicinal.

A ideia, discutida em outubro passado na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), visava a reduzir os estoques iranianos de material passível de enriquecimento a 90%, necessário para a bomba. A tentativa de testar a boa-fé do Irã gorou quando Ahmadinejad exigiu que a troca fosse simultânea, o que a tornaria inócua para o objetivo desejado.

Foi a gota d’água para os Estados Unidos passarem a dar prioridade às sanções. Assim como as 3 anteriores, desde 2006, elas resultam das trapaças do Irã com a AIEA, sonegando informações requeridas e ocultando instalações e equipamentos sensíveis.

O retrospecto, é bem verdade, indica que as punições de nada serviram - ou porque saíram aguadas do Conselho de Segurança, sobretudo por obra da China, ou porque foram desrespeitadas até por empresas americanas. É incerto o efeito das próximas, se e quando forem aprovadas. Se forem robustas e receberem maciço apoio internacional, talvez levem os iranianos de volta à mesa, para uma negociação que poderia ser muito mais abrangente, como propõem especialistas em Oriente Médio e diplomatas - desde que o Irã deixe de pregar a destruição de Israel. A questão-chave é a posição da China, que mantém as suas cartas perto demais do peito para permitir prognósticos seguros do seu jogo.

Pequim reluta em punir o Irã que lhe vende 12% do seu petróleo e gás. Mas teria concordado em ao menos discutir as sanções com os outros membros do CS. Eis uma atitude mais madura - ou mais esperta - do que a do Brasil, advogando para Teerã."

Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

As contradições e a incoerência da diplomacia brasileira acabam sendo risíveis

As contradições e a incoerência da diplomacia brasileira acabam sendo risíveis.

Por Ana Claudia Fonseca e Duda Teixeira, na VEJA:


O ex-embaixador brasileiro em Paris Marcos de Azambuja disse certa vez que, ao contrário dos países que procuram disfarçar medidas ilícitas de uma forma lícita, o Brasil gosta de dar uma aparência ilícita a atividades perfeitamente lícitas. A observação é perfeita para descrever a postura ambígua da diplomacia brasileira em relação aos esforços para coibir a proliferação de armas atômicas. O Brasil tem um programa nuclear civil, mas age como se considerasse correto usá-lo para fins militares. Primeiro, porque se recusa a apoiar sanções econômicas para convencer o Irã a desistir de seus planos de desenvolver uma bomba atômica. Segundo, porque ameaça não aderir a uma renovação do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). As sanções ao Irã e a revisão do TNP serão discutidas em reunião das Nações Unidas marcada para o mês que vem, em Nova York. O Brasil está se isolando nesse tema, como ficou claro na semana passada. Durante a Conferência de Segurança Nuclear nos Estados Unidos, Lula criticou o anfitrião, o presidente Barack Obama, por seu plano de punir o Irã por suas ambições atômicas. Obama, em resposta, demonstrou quanto considera irrelevante a opinião brasileira ao ceder apenas três minutos de sua agenda para uma conversa com Lula. Dias depois, durante o encontro dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) em Brasília, Lula tentou fazer proselitismo sobre o assunto. Os presidentes Dimitri Medvedev, da Rússia, e Hu Jintao, da China, os únicos presentes com poder de vetar uma proposta de sanção no Conselho de Segurança da ONU, não deram trela.

Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dilma e o MST.

Dilma e o MST.

Reinaldo Azevedo comenta em seu blog discurso de João Pedro Stedile, líder do MST, em evento do PT.
Destaco:


"O chefão do MST, um movimento que, sabemos, é dado a cometer crimes em série — invasões, depredações, abate de animais, destruição de plantações, cárcere privado, assassinatos também — afirmou ontem que o tucano José Serra não pode ser eleito presidente da República.

E, como eu disse, os tucanos, se forem espertos, espalham esta informação Brasil afora: “O MST não quer Serra”. Mas, então, quem o MST quer?


Trata-se de um evento do partido, como a fala de Dutra deixa claro, destinado a reforçar as campanhas eleitorais de Dilma Rousseff e de Tarso Genro, que vai disputar o governo gaúcho. O discurso de Stedile não deixa a menor dúvida sobre com quem ele está, de fato, alinhado.

Alguns trechos e comentários.

AÇÃO DIRETA
Stedile – "Não vai haver mudança de poder. Não vai haver mudança de poder se só for na base do voto. Até porque a burguesia está se dando conta de que vai ser muito difícil eles derrotarem a Dilma.”

Stedile é sincero sobre a sua prática, não é mesmo? Não se pode dizer que ele seja um homem que aposta só no voto para “mudar o poder”. Conhecemos bem seus outros métodos.


STEDILE EXPLICA FRANKLIN MARTINS. OU: CONTRA A IMPRENSA
Stedile – "O Franklin Martins teve uma sacada muito grande, que é a história da banda larga. Ele tá levantando essa tese de popularizar a banda larga: o estado brasileiro garantir banda larga de graça para o povo. Se isso acontecer, todos os entendidos no assunto dizem: acaba a televisão aberta no Brasil. Porque o sujeito vai ter na frente da tela do computador, de graça, qualquer televisão do mundo. Então, pra que ficar assistindo lá àquele casal maravilhoso das oito e meia? (…) Então eles estão de cabelo em pé, com medo de que a Dilma ganhe e implante a banda larga estatal popularizada.


Mais uma vez, Stedile deixa clara a importância estratégica da eleição de sua candidata — A CANDIDATA DO MST É DILMA. Ninguém conseguiu explicar tão bem o trabalho de Franklin Martins como o chefão do MST. Ele nada mais faz do que vocalizar o que se debate intramuros. As coisas não são tão simples assim. Stedile entende de banda larga e TV aberta o que entende de agricultura: nada! Isso não pôs feijão pra brotar nem em algodão molhado. Mas o declarado objetivo de destruir a televisão brasileira está dado. E, com efeito, é uma ambição compartilhada com Franklin Martins. Na verdade, para ser preciso, não é bem “televisão brasileira”: eles querem quebrar a Globo. E não porque a emissora seja hostil ao governo. Ela não é. Mas porque não se dispõe a servir de porta-voz da turma. E, com esses democratas, é assim: quem não está de joelhos está contra. E que se note: não deixa de ser engraçado ouvir um maoísta dos anos 60 a fazer digressões sobre a banda larga e o mundo na tela de um computador. Eis o mundo contra o qual Stedile luta bravamente. Com amplo financiamento do governo federal.


ATAQUE AO JUDICIÁRIO
Stedile – "O segundo campo em que ele estão se fortalecendo é no Judiciário. Aí vai ser a última trincheira (…).


A fala acima é manifestação do que está em curso. Para Stedile, a Justiça é o que ele chama “a última trincheira da burguesia”.
Vamos ver: se a burguesia, segundo este revolucionário, tem de ser superada, vencida, então cumpre superar e vencer a Justiça, certo? Como Stedile a considera “a última trincheira” dos inimigos, parece dar todo o resto como território já conquistados. Não por acaso, seus amigos “revolucionários” que estão no poder tentaram cassar prerrogativas do Poder Judiciário no Programa Nacional-Socialista dos Direitos Humanos.

Por que duvidar? Vote em Dilma e leve um Stedile de presente.

Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente