Quando é que alguém vai enfiar uma estaca no peito do Sarney?
Claro que falo figurativamente! Pelo amor de Deus, não estou sugerindo que alguém pratique homicídio contra o senador....
Afirmo apenas que está na hora de ele sair de cena. Politicamente, entendem?
Alterar o salário mínimo por decreto é inconstitucional. Ponto! A inconstitucionalidade é óbvia.
Querem ver?
CONSTITUIÇÃO FEDERAL:
"Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
I - ....
II - ....
III - ....
IV - salário mínimo, FIXADO EM LEI, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;"
O Congresso acabou de dar um pé o traseiro do inciso IV do art. 7º da Constituição Federal.
Ano que vem o governo federal vai poder fixar o mínimo por meio de decreto se...., bem, se o Supremo Tribunal Federal não declarar a inconstitucionalidade da medida.
PPS, PV, PSDB e DEM vão questionar no STF a inconstitucionalidade do artigo que permite o reajuste do mínimo, por decreto presidencial, nos próximos quatro anos. É o mínimo que a oposição DEVE fazer. Sim, é um dever institucional!
Aí vem o Presidente do Senado, José Sarney (eu me poupo de sua literatura) e afirma: “As questões políticas devem ser resolvidas aqui dentro da Casa. Nós chamarmos o Supremo como uma terceira via é uma coisa que deforma o regime democrático. Os partidos existem por delegação do povo, são eles os instrumentos que a humanidade encontrou ao longo do tempo para exercer o processo democrático da democracia representativa”.
Tenha a santa paciência...... Infelizmente não posso me poupar do Sarney político, tal qual faço com o Sarney escritor.
Tenho que conviver com as bobagens estúpidas que ele profere!
Quer dizer então que o Congresso pode violar a Constituição em nome da política?
O salário mínimo não pode ser determinado por decreto presidencial. Está na Carta Magna.
E num país democrático a Constituição é soberana.
Ademais, na hipótese de se admitir a violação, o que impediria o Congresso de violar outras disposições constitucionais?
Portanto, é o caso sim de se recorrer ao Supremo. E os partidos políticos tem legitimidade para tal.
Zé Sarney distorce a verdade e a lógica. Não me surpreendo!
Como é mesmo que se eliminam os vampiros da política?
Chamem Buffy, a caça-vampiros, para nos ajudar!
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Itamar Franco em defesa da Constituição
Itamar Franco em defesa da Constituição.
Por Marcelo de Moraes, no Estadão:
De volta ao Senado depois de 21 anos, o ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) foi responsável pela oposição mais dura feita ao governo federal na sessão em que foi aprovada a proposta de reajuste do valor do salário mínimo para R$ 545. Mais do que criticar o valor proposto pelo Palácio do Planalto, Itamar deixou clara sua insatisfação com a aplicação de um decreto, que considera inconstitucional, para regular esse reajuste. Para ele, foi o “primeiro ato institucional” do governo da presidente Dilma Rousseff. Itamar diz se sentir “triste” na sua volta ao Senado e critica a passividade da Casa. “Hoje o Senado está na mão de quatro, cinco, seis pessoas”, diz nesta entrevista ao Estado.
Na sessão do Senado que definiu o valor do salário mínimo, o senhor fez a contestação mais dura ao governo, acusando-o de violar a Constituição. Depois dessa sessão, como o senhor se sente na sua volta ao Senado?
Vou dizer com muita sinceridade. Com muita tristeza. Porque eu pertenci a um Senado (em 1975) e àquela época tínhamos 22 Estados. O MDB fez 16 senadores e o governo só 6. Mas havia, por incrível que pareça, mais respeito do que hoje. Era um regime mais fechado, mas, em certos aspectos, tínhamos mais liberdade de ação. Nosso mandato podia ser cassado em dez segundos, mas a maioria (governista) respeitava mais a minoria (de oposição).
Por que isso acontecia?
A minoria tinha grandes senadores, como Franco Montoro, Orestes Quércia, Paulo Brossard, Roberto Saturnino, que davam à minoria uma base forte. A gente estava acostumado àquele ambiente difícil, mas mais aberto do que é hoje. O Senado hoje é um grupo fechado. Eu diria, com todo o respeito àqueles que estão chegando comigo, que hoje o Senado está na mão de quatro, cinco, seis pessoas. E há um comando muito forte do Executivo, principalmente sobre o Senado.
O senhor disse que a decisão do governo de usar um decreto na discussão do reajuste do salário mínimo era o “primeiro ato institucional” do governo Dilma…
Isso nos entristece. Porque mal se começa o período do governo da presidente Dilma, já se viola a Constituição. É muito triste chegar ao Senado da República e constatar, e a opinião pública precisa saber disso, que estamos tutelados pelo Executivo.
O senhor se sentiu isolado na sessão do mínimo?
Eu acho que a única coisa que a oposição não poderá fazer é se calar. O mais sério não foi só a violência contra o regimento. Foi a modificação da Constituição. Isso preocupa.
Para o senhor, isso abre um precedente perigoso?
Muito perigoso. Hoje, foi sobre um decreto sobre o salário mínimo. Amanhã, quem sabe?
O senhor ocupou o plenário nesta quinta-feira para ler o célebre discurso do ex-deputado Ulysses Guimarães, feito durante a promulgação da Constituição de 1988. E afirmou que, se tivesse intimidade com a presidente Dilma, a aconselharia a lê-lo.
Eu não tenho liberdade com a presidente. Falei com ela três ou quatro vezes por telefone. Não tenho intimidade. Mas não só ela, nós todos deveríamos meditar sobre essas palavras de Ulysses Guimarães. Eu quando li o discurso fiquei muito comovido porque fez lembrar como foi aquela luta
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
Por Marcelo de Moraes, no Estadão:
De volta ao Senado depois de 21 anos, o ex-presidente Itamar Franco (PPS-MG) foi responsável pela oposição mais dura feita ao governo federal na sessão em que foi aprovada a proposta de reajuste do valor do salário mínimo para R$ 545. Mais do que criticar o valor proposto pelo Palácio do Planalto, Itamar deixou clara sua insatisfação com a aplicação de um decreto, que considera inconstitucional, para regular esse reajuste. Para ele, foi o “primeiro ato institucional” do governo da presidente Dilma Rousseff. Itamar diz se sentir “triste” na sua volta ao Senado e critica a passividade da Casa. “Hoje o Senado está na mão de quatro, cinco, seis pessoas”, diz nesta entrevista ao Estado.
Na sessão do Senado que definiu o valor do salário mínimo, o senhor fez a contestação mais dura ao governo, acusando-o de violar a Constituição. Depois dessa sessão, como o senhor se sente na sua volta ao Senado?
Vou dizer com muita sinceridade. Com muita tristeza. Porque eu pertenci a um Senado (em 1975) e àquela época tínhamos 22 Estados. O MDB fez 16 senadores e o governo só 6. Mas havia, por incrível que pareça, mais respeito do que hoje. Era um regime mais fechado, mas, em certos aspectos, tínhamos mais liberdade de ação. Nosso mandato podia ser cassado em dez segundos, mas a maioria (governista) respeitava mais a minoria (de oposição).
Por que isso acontecia?
A minoria tinha grandes senadores, como Franco Montoro, Orestes Quércia, Paulo Brossard, Roberto Saturnino, que davam à minoria uma base forte. A gente estava acostumado àquele ambiente difícil, mas mais aberto do que é hoje. O Senado hoje é um grupo fechado. Eu diria, com todo o respeito àqueles que estão chegando comigo, que hoje o Senado está na mão de quatro, cinco, seis pessoas. E há um comando muito forte do Executivo, principalmente sobre o Senado.
O senhor disse que a decisão do governo de usar um decreto na discussão do reajuste do salário mínimo era o “primeiro ato institucional” do governo Dilma…
Isso nos entristece. Porque mal se começa o período do governo da presidente Dilma, já se viola a Constituição. É muito triste chegar ao Senado da República e constatar, e a opinião pública precisa saber disso, que estamos tutelados pelo Executivo.
O senhor se sentiu isolado na sessão do mínimo?
Eu acho que a única coisa que a oposição não poderá fazer é se calar. O mais sério não foi só a violência contra o regimento. Foi a modificação da Constituição. Isso preocupa.
Para o senhor, isso abre um precedente perigoso?
Muito perigoso. Hoje, foi sobre um decreto sobre o salário mínimo. Amanhã, quem sabe?
O senhor ocupou o plenário nesta quinta-feira para ler o célebre discurso do ex-deputado Ulysses Guimarães, feito durante a promulgação da Constituição de 1988. E afirmou que, se tivesse intimidade com a presidente Dilma, a aconselharia a lê-lo.
Eu não tenho liberdade com a presidente. Falei com ela três ou quatro vezes por telefone. Não tenho intimidade. Mas não só ela, nós todos deveríamos meditar sobre essas palavras de Ulysses Guimarães. Eu quando li o discurso fiquei muito comovido porque fez lembrar como foi aquela luta
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Discurso de Dilma Roussef
Discurso de Dilma Roussef na solenidade dos 90 anos do jornal A Folha de São Paulo.
Digno de elogios. Sim... para aqueles que dizem que eu sempre, e só, critico nossa presidente, aí vai trechos do discurso que ela proferiu na solenidade dos 90 anos da "Folha" na segunda-feira.
Elogio sim, e espero que se cumpram as palavras da Presidente (Marta Suplicy diria presidenta).
..."Livre, plural e investigativa, a imprensa é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que, além de continental, agrega diferenças culturais (…) Com uma democracia tão nova, devemos preferir o som das vozes criticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras”.
“A internet modificou para sempre a relação dos leitores com os jornais.” Antenada com o que acontece, ela também falou de vocês, leitores, dizendo entender que o desafio deste blog é “oferecer um produto que não perca profundidade”, sabendo “como tornar as críticas dos leitores um ativo (…)”.
“A nossa democracia se fortalece por meio de práticas diárias, como os diferentes processos eleitorais, as discussões que a sociedade trava e que leva até as suas representações políticas e, sobretudo, pela atividade da liberdade de opinião e de expressão” ... “ (a liberdade de imprensa, obviamente, se alicerça, também, na liberdade de crítica, no direito de se expressar e se manifestar de acordo com suas convicções.”
“Nós, quando saímos da ditadura, em 1988, consagramos a liberdade de imprensa e rompemos com aquele passado que vedava manifestações e que tornou a censura o pilar de uma atividade que afetou profundamente a imprensa brasileira. A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem.”
“E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas.”
“Reitero sempre que, no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
Digno de elogios. Sim... para aqueles que dizem que eu sempre, e só, critico nossa presidente, aí vai trechos do discurso que ela proferiu na solenidade dos 90 anos da "Folha" na segunda-feira.
Elogio sim, e espero que se cumpram as palavras da Presidente (Marta Suplicy diria presidenta).
..."Livre, plural e investigativa, a imprensa é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que, além de continental, agrega diferenças culturais (…) Com uma democracia tão nova, devemos preferir o som das vozes criticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras”.
“A internet modificou para sempre a relação dos leitores com os jornais.” Antenada com o que acontece, ela também falou de vocês, leitores, dizendo entender que o desafio deste blog é “oferecer um produto que não perca profundidade”, sabendo “como tornar as críticas dos leitores um ativo (…)”.
“A nossa democracia se fortalece por meio de práticas diárias, como os diferentes processos eleitorais, as discussões que a sociedade trava e que leva até as suas representações políticas e, sobretudo, pela atividade da liberdade de opinião e de expressão” ... “ (a liberdade de imprensa, obviamente, se alicerça, também, na liberdade de crítica, no direito de se expressar e se manifestar de acordo com suas convicções.”
“Nós, quando saímos da ditadura, em 1988, consagramos a liberdade de imprensa e rompemos com aquele passado que vedava manifestações e que tornou a censura o pilar de uma atividade que afetou profundamente a imprensa brasileira. A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem.”
“E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas.”
“Reitero sempre que, no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Nada mudou no Rio de Janeiro.
Nada mudou no Rio de Janeiro.
(traficantes se vingam de moradores que colaboraram com a polícia)
Veja on-line:
A tomada do Complexo do Alemão por policiais e militares das Forças Armadas entrou para a história como um marco do avanço do estado sobre as áreas controladas pelo tráfico de drogas. Nos dias que se seguiram à cinematográfica operação, policiais e cidadãos se mostraram perplexos também diante da forma como alguns dos chefões do tráfico conseguiram furar o cerco e escapar do conjunto de favelas. Uma parte das investigações da Operação Guilhotina, que investiga quadrilhas formadas por agentes do estado, mostra que nunca foi problema para a ‘banda podre’ da polícia entender como se deu a fuga dos traficantes Pior: alguns policiais se divertiram com os métodos inusitados empregados pelos bandidos para ‘desaparecer’.
Um telefonema interceptado com autorização da Justiça, no dia 11 de janeiro deste ano, mostra como o policial militar da reserva Afonso Fernandes – acusado de ser chefe de milícia – sabia detalhes da fuga do traficante Pezão, chefe do tráfico no Alemão. “O Pezão desceu carregando caixa de cerveja nas costas”, conta Afonso. Em seguida, o homem não identificado ri e lembra de outro bandido que tentou fugir vestido de pastor- este, no entanto, não teve a mesma sorte de Pezão e foi pego.
Os dois também comentam sobre o traficante conhecido como Marcelinho Niterói, que não encontrou qualquer dificuldade para sair sem ser percebido do Complexo. “A casa do Marcelinho... Ele chegou andando, normal, pelo Itararé, pelo conjunto. Ele e o Alvarenga saíram andando, normal”, diz Afonso, que depois explica: “Pegaram um táxi no Itararé e foram pro Norte Shopping. De lá, cada um seguiu seu rumo (...)”.
Os diálogos mostram que grande parte da quadrilha conseguiu escapar sem ter de recorrer a mecanismos complexos, como a fuga pela rede de esgotos, investigada na época. Afonso, em outro momento do diálogo, faz um resumo da situação no Alemão. “Eles tentaram tudo, uns que se f..., outros passaram batidos, é muita gente. É uma comunidade grande.” O outro concorda. “É um mundo, né, filho? O que tinha de policial, 20 vinte vezes mais de gente (do tráfico), fácil. Andando na rua”.
O tráfico de volta ao complexo - Afonso Fernandes está preso, apontado como chefe de um dos quatro grupos criminosos denunciados pelo Ministério Público a partir das investigações da Operação Guilhotina. Os diálogos que ficaram gravados e constam no relatório elaborado pela Polícia Federal, base para a denúncia do MP, têm um indício preocupante: o de que, pouco a pouco, o movimento do tráfico se estabelece novamente no Alemão, com ações violentas contra moradores ‘acusados’ de colaborar com a polícia.
Afonso, que é apontado pela PF como chefe de uma milícia em Ramos – região próxima ao Complexo do Alemão –, demonstra o conhecimento que tem daquela parte do Rio. “É, tá uma "rifa", já mataram uma p. de morador na faca, aqueles comentários, né? O Marreta que tá lá. Morador que falou com polícia, eles estão pegando (...). Estão na parte da Central, na parte da grota lá no final. Viatura vê e sai, como era antigamente”, explica Afonso, ao interlocutor.
Do outro lado da linha, o homem também afirma que “o tráfico voltou” e que estavam “vendendo a todo o vapor lá”. “Só não estão ostentando arma”, diz ele, explicando em seguida a diferença no comportamento dos bandidos. “Pelo menos acabou, né, compadre. Acabou aquela braba deles. Aquela marra toda acabou”, diz.
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
(traficantes se vingam de moradores que colaboraram com a polícia)
Veja on-line:
A tomada do Complexo do Alemão por policiais e militares das Forças Armadas entrou para a história como um marco do avanço do estado sobre as áreas controladas pelo tráfico de drogas. Nos dias que se seguiram à cinematográfica operação, policiais e cidadãos se mostraram perplexos também diante da forma como alguns dos chefões do tráfico conseguiram furar o cerco e escapar do conjunto de favelas. Uma parte das investigações da Operação Guilhotina, que investiga quadrilhas formadas por agentes do estado, mostra que nunca foi problema para a ‘banda podre’ da polícia entender como se deu a fuga dos traficantes Pior: alguns policiais se divertiram com os métodos inusitados empregados pelos bandidos para ‘desaparecer’.
Um telefonema interceptado com autorização da Justiça, no dia 11 de janeiro deste ano, mostra como o policial militar da reserva Afonso Fernandes – acusado de ser chefe de milícia – sabia detalhes da fuga do traficante Pezão, chefe do tráfico no Alemão. “O Pezão desceu carregando caixa de cerveja nas costas”, conta Afonso. Em seguida, o homem não identificado ri e lembra de outro bandido que tentou fugir vestido de pastor- este, no entanto, não teve a mesma sorte de Pezão e foi pego.
Os dois também comentam sobre o traficante conhecido como Marcelinho Niterói, que não encontrou qualquer dificuldade para sair sem ser percebido do Complexo. “A casa do Marcelinho... Ele chegou andando, normal, pelo Itararé, pelo conjunto. Ele e o Alvarenga saíram andando, normal”, diz Afonso, que depois explica: “Pegaram um táxi no Itararé e foram pro Norte Shopping. De lá, cada um seguiu seu rumo (...)”.
Os diálogos mostram que grande parte da quadrilha conseguiu escapar sem ter de recorrer a mecanismos complexos, como a fuga pela rede de esgotos, investigada na época. Afonso, em outro momento do diálogo, faz um resumo da situação no Alemão. “Eles tentaram tudo, uns que se f..., outros passaram batidos, é muita gente. É uma comunidade grande.” O outro concorda. “É um mundo, né, filho? O que tinha de policial, 20 vinte vezes mais de gente (do tráfico), fácil. Andando na rua”.
O tráfico de volta ao complexo - Afonso Fernandes está preso, apontado como chefe de um dos quatro grupos criminosos denunciados pelo Ministério Público a partir das investigações da Operação Guilhotina. Os diálogos que ficaram gravados e constam no relatório elaborado pela Polícia Federal, base para a denúncia do MP, têm um indício preocupante: o de que, pouco a pouco, o movimento do tráfico se estabelece novamente no Alemão, com ações violentas contra moradores ‘acusados’ de colaborar com a polícia.
Afonso, que é apontado pela PF como chefe de uma milícia em Ramos – região próxima ao Complexo do Alemão –, demonstra o conhecimento que tem daquela parte do Rio. “É, tá uma "rifa", já mataram uma p. de morador na faca, aqueles comentários, né? O Marreta que tá lá. Morador que falou com polícia, eles estão pegando (...). Estão na parte da Central, na parte da grota lá no final. Viatura vê e sai, como era antigamente”, explica Afonso, ao interlocutor.
Do outro lado da linha, o homem também afirma que “o tráfico voltou” e que estavam “vendendo a todo o vapor lá”. “Só não estão ostentando arma”, diz ele, explicando em seguida a diferença no comportamento dos bandidos. “Pelo menos acabou, né, compadre. Acabou aquela braba deles. Aquela marra toda acabou”, diz.
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
Curto e grosso
As promessas de Dilma
As promessas de Dilma.
Dilma prometeu entregar 3.288 quadras esportivas em escolas neste ano. No dia 1º de janeiro, isso significava 9,01 por dia. Como não se fez nenhuma, agora, já são 10,5. Também garantiu construir 1.695 creches só em 2011 — 5 mil até 2014. São 5,42 creches a cada dia até o final do ano. Também neste ano, asseverou que seriam feitos 723 postos de policiamento comunitário —2,31 por dia a partir desta terça-feira. Unidades Básicas de Saúde seriam 2.174 neste ano: 6,95 por dia a partir de hoje. E, claro, há as UPAs, agora há 313 dias para entregar 125 unidades: 0,4 por dia.
É a lógica da matemática. A cada dia que passa a média diária sobe.
Aaaaaa, e tem também o Minha Casa Minha Vida. Dilma prometeu entregar 2 milhões de casas. Lula havia prometido 1 milhão - faltam 800 mil. Mais 2 milhões deste mandato (não perca a conta): são 2,8 milhões de casas. Hoje são 1.988 casas que ela teria que entregar POR DIA.
Amanhã a média aumenta.
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
Dilma prometeu entregar 3.288 quadras esportivas em escolas neste ano. No dia 1º de janeiro, isso significava 9,01 por dia. Como não se fez nenhuma, agora, já são 10,5. Também garantiu construir 1.695 creches só em 2011 — 5 mil até 2014. São 5,42 creches a cada dia até o final do ano. Também neste ano, asseverou que seriam feitos 723 postos de policiamento comunitário —2,31 por dia a partir desta terça-feira. Unidades Básicas de Saúde seriam 2.174 neste ano: 6,95 por dia a partir de hoje. E, claro, há as UPAs, agora há 313 dias para entregar 125 unidades: 0,4 por dia.
É a lógica da matemática. A cada dia que passa a média diária sobe.
Aaaaaa, e tem também o Minha Casa Minha Vida. Dilma prometeu entregar 2 milhões de casas. Lula havia prometido 1 milhão - faltam 800 mil. Mais 2 milhões deste mandato (não perca a conta): são 2,8 milhões de casas. Hoje são 1.988 casas que ela teria que entregar POR DIA.
Amanhã a média aumenta.
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
O petróleo é nosso, mas a conta bancária é deles
O petróleo é nosso, mas a conta bancária é deles
Por Augusto Nunes. Veja on-line:
“O petróleo é nosso, mas a conta bancária é deles”, avisou faz tempo Millôr Fernandes. É o que José Serra deveria ter dito a Dilma Rousseff sempre que a candidata recomeçasse, no meio do debate na TV, a discurseira triunfalista sobre a Petrobras. Com uma frase de 10 palavras, o maior pensador brasileiro fez o resumo da ópera. Enquanto os pais-da-pátria distraem o povo com as mãos manchadas de petróleo, a turma que manda na estatal vê a cor do dinheiro.
Neste domingo, O Globo revelou as duas últimas da Petrobras. Primeira: dos 371 mil servidores, 291 mil não são concursados. Alheio às pressões do Ministério Público, o mamute segue engordando com contratações ilegais. Segunda: enquanto o governo festeja escavações no pré-sal que nem começaram, auditorias do Tribunal de Contas da União constataram que já soma R$ 4 bilhões o buraco escavado por irregularidades em licitações, contratos, obras e serviços em execução pela empresa.
Como de praxe, a diretoria que já foi comandada por José Eduardo Dutra e hoje é presidida por José Sérgio Gabrielli prometeu explicações que não virão. Em vez disso, virá o anúncio de que foi descoberta no litoral outra jazida de matar de inveja os gringos da OPEP. É sempre assim quando camburões são avistados das janelas da sede da estatal.
Antes que outro candidato governista volte a amparar-se nas façanhas imaginárias da Petrobras para recitar que privatização é crime, e que a construção do Brasil Potência passa pela estatização até do botequim da esquina, a oposição oficial precisa decorar outra lição do grande Millôr ─ e repeti-la todos os dias: “Nossos corruptos são tão incompetentes que só conseguem roubar do governo. Se fossem ladrões na iniciativa privada, morreriam de fome”.
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
Por Augusto Nunes. Veja on-line:
“O petróleo é nosso, mas a conta bancária é deles”, avisou faz tempo Millôr Fernandes. É o que José Serra deveria ter dito a Dilma Rousseff sempre que a candidata recomeçasse, no meio do debate na TV, a discurseira triunfalista sobre a Petrobras. Com uma frase de 10 palavras, o maior pensador brasileiro fez o resumo da ópera. Enquanto os pais-da-pátria distraem o povo com as mãos manchadas de petróleo, a turma que manda na estatal vê a cor do dinheiro.
Neste domingo, O Globo revelou as duas últimas da Petrobras. Primeira: dos 371 mil servidores, 291 mil não são concursados. Alheio às pressões do Ministério Público, o mamute segue engordando com contratações ilegais. Segunda: enquanto o governo festeja escavações no pré-sal que nem começaram, auditorias do Tribunal de Contas da União constataram que já soma R$ 4 bilhões o buraco escavado por irregularidades em licitações, contratos, obras e serviços em execução pela empresa.
Como de praxe, a diretoria que já foi comandada por José Eduardo Dutra e hoje é presidida por José Sérgio Gabrielli prometeu explicações que não virão. Em vez disso, virá o anúncio de que foi descoberta no litoral outra jazida de matar de inveja os gringos da OPEP. É sempre assim quando camburões são avistados das janelas da sede da estatal.
Antes que outro candidato governista volte a amparar-se nas façanhas imaginárias da Petrobras para recitar que privatização é crime, e que a construção do Brasil Potência passa pela estatização até do botequim da esquina, a oposição oficial precisa decorar outra lição do grande Millôr ─ e repeti-la todos os dias: “Nossos corruptos são tão incompetentes que só conseguem roubar do governo. Se fossem ladrões na iniciativa privada, morreriam de fome”.
Dr. Luiz Arnaldo de Oliveira Lucato
Vice-Presidente
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